Profissões não regulamentadas no Canadá

Profissões não regulamentadas no Canadá. Dá para imigrar? 28


Quando se fala em imigrar para o Canadá as dificuldades mais comuns de vir à cabeça são ligadas ao idioma e a qualificações profissional e acadêmica. Não é por menos. Com as mudanças nos processos imigratórios, que culminaram na criação do Express Entry, o Governo do Canadá deixou claro o tipo de estrangeiro que prefere para viver e trabalhar no país. Apesar disso, alguns perfis não deixaram de ser elegíveis em processos provinciais, entre eles, os dos trabalhadores que exercem as profissões não regulamentadas no Canadá.

As profissões regulamentadas são aquelas que seguem normas e leis canadenses, com autonomia da província para alterar e aplicar nas associações que normatizam essas profissões. Quem é estrangeiro, formado fora do Canadá e pretende exercer a profissão no país, deve passar pela equivalência e validação de diploma, sendo necessário inclusive, fazer provas ou testes que comprovem a capacitação antes de receber a licença e poder trabalhar. Já as ocupações e profissões não regulamentadas não exigem tanta capacitação, mas são também importantes, pois estão ligadas as áreas de serviços, varejo, entre outras.

 

Quais são as profissões não regulamentadas no Canadá?

Pedreiro, bartender, balconista... Nem todos esses trabalhadores são formados em cursos pós-secundários, mas exercem profissões importantes que recebem salários que podem chegar aos CAD$ 60.000 anuais. Garçons e bartender podem ganhar até menos que um salário mínimo, mas esse “prejuízo” é facilmente reparado com as gorjetas, ou tips, uma prática típica e quase obrigatória no país.

Profissões não regulamentadas no Canadá

Profissões não regulamentadas no Canadá

Em Ontário, por exemplo, o salário mínimo é um dos mais altos do Canadá, valendo atualmente CAD$ 11,25 a hora, ou CAD$ 23.440 bruto anuais (2015), o que por mês fica em $ CAD1.950. Após o desconto de imposto (diferente para cada província), o salário fica em $ CAD$22.880 / ano. Segundo as regras da província, são praticados 5 valores para salário mínimo, os quais se enquadram trabalhadores como estudantes com menos de 18 anos e que trabalham até 28 horas por semana, Liquor Servers (pessoas que servem bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, casas noturnas...), pescadores, trabalhadores em domicílio fazendo call center, costurando, atuando como programadores, social media... O perfil etário dessas pessoas é de jovens com menos de 25 anos, aposentados e pessoas com baixa qualificação acadêmica.

O que interessa ao futuro imigrante é que há processos provinciais (os PNP’s), fora do Express Entry, e que são elegíveis a vários perfis, inclusive para trabalhadores sem formação superior. Uma diferença substancial para acelerar o processo de imigração dessas pessoas é a nominação provincial (nominiee), uma proposta de emprego canadense, que pode vir após um estágio, summer job, ou experiência de trabalho remunerado comprovada, seja no Brasil ou no Canadá.

Ao consultar o Job Bank, site oficial do Governo do Canadá, e filtrar a busca de empregos pelos mais procurados, a lista de ocupações revelará a demanda existente para atuação na área de vendas, babás e cuidadoras domésticas e ajudantes de cozinha. A situação é animadora para canadenses dispostos a exercer essas tarefas e para residentes temporários que precisam garantir a renda enquanto não se tornam residentes permanentes.

Mas vale mesmo a pena sair do Brasil para trabalhar no Canadá sem ser altamente qualificado e talvez ganhar o salário mínimo?

A comparação é natural e pode parecer injusta, mas quem trabalha no Canadá ocupando uma vaga do que é comumente chamado de subemprego aqui no Brasil tem a oportunidade de conquistar uma vida mais digna em termos de estabilidade financeira, mesmo ganhando o salário mínimo, além disso, a qualidade de vida canadense, mundialmente reconhecida, é um bem comum a todos que habitam o país.

Com milhares de parques, áreas de lazer e centenas de bibliotecas públicas, natureza abundante, sistema de educação de excelente qualidade e ótimas taxas de segurança, a vida de um trabalhador menos qualificado no Canadá apresenta largas vantagens diante das taxas de desemprego brasileiras, a violência, a instabilidade do mercado de trabalho, entre outros problemas.

Quem ainda está no Brasil, mas traça os planos de imigrar para o pais mesmo pleiteando uma das oportunidades de trabalho em profissões não regulamentadas no Canadá, deve também se preparar para seguir os requisitos dos processos imigratórios provinciais, ou federais. Estudar inglês, focar na experiência e qualificação profissional, conquistar boas referências profissionais, estar sempre atento ao que exige o mercado de trabalho de acordo com a sua profissão. Muitas pessoas são privadas do sonho de imigrar para o Canadá por perderem o foco ou passar a creditar que não conseguirão progredir no país começando por uma vida mais simples. O que pode acontecer em qualquer lugar e com qualquer pessoa que não considera os riscos durante um planejamento.

 

Quer saber mais sobre os processos de imigração?

 

Autor: Alexandre Luis Pedrosa – Especialista em Vistos e Canadá!

Quer ajuda? 

Escreva direto para o autor: alexandre@vistoparaocanada.com.br

 


Alexandre Luis Pedrosa

sobre Alexandre Luis Pedrosa

Já viajou pelo Canadá de ponta a ponta. Sabe tudo sobre o Canadá. Certificado pela Comissão de Turismo Canadense; Especialista em vistos, imigração e sobre o Sistema Educacional no Canadá e Consultor no setor de vistos para diversas agências e empresas do Brasil. Escritor de contos e do E-book "99 atividades e atrações grátis para fazer no Canadá". Um eterno apaixonado pelo Canadá.


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